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Monday, May 18, 2009

Democratic pluralism in Mozambique and my Mozambicanism


It has been a while since I last posted in this blog, and spit through the keyboard my latest thoughts with regards to the development of our beloved Nation, so I come back with a topic that is both current and interesting, the electoral process that will take place this year.
Going forth I have decided to post both in English and Portuguese, in order to broaden the number of people who can get feed from my discourse.
A number of blogs and news agencies have already expressed their preferences for this or that political party, and their respective electoral manifestos and/or political and social visions. I shall not be the last in line, hence I will shout out loud enough that I am a sympathiser and member of the multiparty party. I am of the opinion that a multiparty system in the election and consequently in parliament (God willing) can bring positive consequences for the country in the long run.
As our parliament (commonly known as noisy kindergarden) matures with time and hardwork, we can hope for, in the near future/or not, the generation of legislation that tackles and responds to the real needs of the electorate. However in order to materialise that we have to cry out aloud, “the parliament is a servant of the people and not the contrary.
In a number of times independent voters and/or pro-multiparty individuals are considered to stand against this or that party. How can such absurd statement mirror the reality? Can the antonym be in the same dimension with the reflection? If one is a pro-multiparty system individual, can he/she be against parties?!!! I am politically neutral, and open to electoral dating games. My vote is not a given, if one wants it, he/she will have to strive to gain it through real, positive and pro-development electoral promises.
I am pro-choice and believe that Frelimo can offer poverty-fighting solutions that Renamo, the MDM and IPADE don’t, and vice-versa. I believe that unity creates synergies and that political extremism and inflexibility is not positive for the country. Hence political parties and individuals should be willing to listen to people that don’t always agree with them, if they are to squash the nightmares that affect Mozambique. Political parties have to cease playing political games as if they were standing at the edge of enemy lines, and instead take a preponderant role of political adversaries willing to show their abilities by generating policies that deliver on the needs of the electorate and also willing to work together for the benefit of the country towards the irreversible development of the Mozambique.
It is my understanding that so far four (4) political parties have indicated that they will be part to the next general election, namely Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), Instituto para a Paz e Democracia (IPADE), Movimento Democrático de Moçambique (MDM) and Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO). I hope that other parties join this national race and spread the political power, so that the parliament becomes a broad-based representation of the will and needs of the people and not based on mere political or economic theory.

O pluralismo partidario em Moçambique e o meu Moçambicanismo


Depóis de algum tempo sem desdobrar-me por estas linhas tecládicas e patentear o meu sentimento no concernente ao desenvolvimento da nossa Nação, volto para tocar num tema que é corrente e interessante, as eleições previstas para este ano.

Varios blogues e agências noticiosas já começam a identificar-se com este ou aquele partido político, e com os seus respectivos manifestos eleitorais e/ou visões políticas e sociais. Eu não perderei tempo e portanto digo de voz alta que sou do partido do multipartidarismo.

Acredito que o multipartidarismo nas eleições e consequentemente (Deus queira) no parlamento irá beneficiar a Moçambique imensamente, a longo prazo.

A nossa escolinha do barulho vai amadurecendo com tempo e cravo, podemos esperar num futuro breve/ou não, que os membros do parlamento produzam legislação que responda as necessidades do eleitorado, mas para tal temos que fazer a nossa voz soar bem alto gritando, “o parlamento é servidor do povo e não o contrário”.

Muitas vezes eleitores independentes/ e ou pro-multipartidarismo são acusados por este e/ou aquele partido ou partidario de posicionarem-se contra este e aquele partido, mas como pode tamanho absurdo repercutir o real? O antónimo ser na mesma dimensão o reflexo? Se és pro-multipartidarismo, és contra o partidarismo?!!! Eu sou neutro partidariamente, e aberto aos namorismos eleitorais. O meu voto não está garantido, quem o quiser terá que o ganhar, com promessas reais, positivas e pro-desenvolvimento.

Eu sou pro-escolha e acredito que a Frelimo oferece soluções que a Renamo, o MDM e o IPADE não oferecem, e vice-versa. Acredito que a união faz a força e portanto extremismo político/ inflexibilidade política não beneficia o País. Uma abertura a opiniões contrárias abre portas para uma imensidão de soluções. Temos que aprender a ouvir aos nossos adversarios. Então os partidos políticos tem que deixar de jogar o papel de inimigos e começar a tomar um papel preponderante, o de adversários políticos dispostos a ilustrar a sua capacidade de geração de politicas beneficiárias ao eleitorado, e dispostos a trabalhar em comunhão rumo ao desenvolvimento irreversível de Moçambique.

Acredito que até aqui quatro (4) partidos politicos tenham manifestado intenção de concorrer no próximo pleito eleitoral, nomeadamente a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), o Instituto para a Paz e Democracia (IPADE), o Movimento Democrático de Moçambique (MDM) e a Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO). Espero que outros partidos entrem para a corrida nacional e dispersem o poder politico, de modo a que o parlamento reflicta opiniões diversas baseadas na realidade nacional e não em teórias políticas e/ou económicas.

Espero que as nossas eleições sejam caracterizadas por alegria, paz, transparência e Moçambicanidade, tal como pleitos semelhantes ocorridos no Ghana e África do Sul.


Wednesday, February 4, 2009

A nossa "Democracia" foi por inseminação artificial


imagem da c-r-org (Tiny Rowland e afonso Dlhakama em Agosto de 1992)

Houveram muitos actores no urdir da nossa tão granjeada democracia. Todos, acredito, contribuiram de maneira imensurável, tendo em conta que a paz em qualquer nação não tem preço. Nos ultimos dias, dois dos principais progenitores dessa democracia tem trocado palavras numa retórica paternal irritante.
Na altura, a retórica geral era que tudo o que foi feito durante a Guerra Civil foi sobre a guarda-chuva do nacionalismo e patriotismo, e que tudo o que faziam era por um Moçambique melhor e não com fins materiais. O povo que gosta de descurso demagogo acreditou, sem saber que por detras das cortinas Sant’Egidicas muitos negocios e trocas monetarias ocorreram.
Minha surpresa é enorme quando me é revelado que a nossa democracia foi "comprada", e que afinal ela foi por inseminação artificial. Quando leio que a tão almejada democracia aconteceu depois de tanta negociação – mas não negociou-se a gestação e posterior crescimento da fragil democracia – negociou-se o preço do sémen do auto-proclamado pai da democracia.
Sem dúvidas os dois maiores partidos politicos em Moçambique foram os progenitores da democracia, mas eles não o fizeram de borla. O pior é que após a gestação pegaram na mola e bazaram.
Eles foram/são pais ausentes, eles abandoram o lar a muito tempo e deixaram a democracia crescer a mercé da sua sorte.
Quem é Tiny Rowland e quem é a Lonrho? Como é que eles, movidos pelo materialismo, foram os “principais” actores na busca da democracia em Moçambique?
Se o artigo em anexo for verídico, a Lonrho é uma Multinacional Inglesa com interesses económicos em Moçambique que se via lesada financeiramente devido a guerra em Moçambique. Eles pagavam subornos mensais a Renamo para que esta não sabotasse os seus activos agricolas e industriais no norte do País.
Segundo o mesmo artigo, em Junho de 1982 a Lonrho assinou um acordo secreto com a Renamo em relaçao a um oleoduto na cidade da Beira. O acordo previa que a Renamo receberia $500,000 por mês até data indeterminada, data esta em que as partes informariam a cessacao de pagamento a outra com um mês de antecedência.
O mesmo artigo indica que a Renamo recebeu somas avultadas de outros cordos alcançados. Esses encargos de protecção ficaram caros para a Lonrho de tal modo que a paz em Moçambique passou a ser do interesse do seu interesse.
Segundo o artigo, a Lonrho através do Tiny Rowland (PCA) foi chave no alcance da democracia em Moçambique. Isto parece um conto epopéico que surpreende a todos aqueles que seguem a história oficial. Houveram muitos babanços, trocas monetarias, subornos, namoros para que a nossa democracia fosse alcançada.
Vamos ler um pouco do diferente ... mas atenção ... não acreditemos em tudo
PS: o artigo em anexo muito ligeiramente toca no parido no poder, não acredito ser um sinal de bias e não o retira isenção do autor ... cada um conta aquilo que sabe ... mas não vamos inferir que a Frelimo não comeu parte do bolo