Friday, July 10, 2009

Eu acredito que os Africanos são responsáveis por África - Barack Obama

Source: Yahoo(picture); Allafrica (interview)

O presidente Americano Barack Obama faz a sua primeira visita à África Sub-Sahariana hoje, 10 de Julho de 2009. Lembre-se que ele pisou este belo continente pela primeira vez quando foi ao Cairo a sensivelmente 1 mês atrás.


Desta vez ele vai à Accra (Ghana) capital de um país que ganhou a minha admiração pela sua constante implementação de padrões internacionais e Africanos de boa governação, defesa de direitos de propriedade privada e paz. E não só, lembrem-se que o Ghana, aquando da presidência de Kwame Nkrumah, foi o motor de muitas independências em África.


Obama em entrevista ao Allafrica.com (http://allafrica.com/stories/200907021302.html?page=2) deixou ficar algumas palavras simpáticas para o continente, com ênfase ao Ghana. Nesta entrevista, ele indica o seu plano para o continente que viu nascer seu pai, critica construtivamente à Kenya e ao continente em geral.


Ela diz admirar as reformas implementadas e a democracia evidente na Tanzania e Ghana. Eu acho que Moçambique está também no bom caminho e que talvez sejamos agraciados com a visita do presidente mais poderoso do mundo num futuro breve - mas ainda temos muitas reformas por implementar e desenvolvimento por fomentar.


Obama indica na entrevista que " acredita que o que travou o desenvolvimento de África foi o facto de doadores por muitos anos terem criado desculpas e terem fechado a vista a questões pertinentes como boa governação e corrupção – as desculpas assentam-se na crença do neo-colonialismo e racismo por parte do Ocidente".


Ele diz acreditar que os mapas colonias são em parte responsáveis pelos diversos conflictos que afectaram e continuam a afectar o continente, mas que estamos em 2009 e essas desculpas já não são relevantes. Este é o caso de Moçambique, onde tivemos uma guerra civil quase que a proxy (fiduciário) do conflicto civil sulafricano - enfim uma guerra neo-colonial e não civil. Não tento aqui dizer que o conflicto não trouxe benefícios, mas digo que tal não era a intenção inicial da Renamo.


Enfim, clique no link do Allafrica.com e leia a entrevista por completo, achei muito interessante, mas não concordei com tudo que Obama diz, mas olha que ele está no bom caminho.


PS: George W. Bush foi o presidente Americano que promoveu o maior quantum de doações para África - será que Obama irá quebrar o seu recorde?

Tuesday, June 9, 2009

Uma chamada divina mas democrática – paz a alma de Bongo

Ontem foi anunciada a morte de Omar Bongo, o presidente Africano que mais tempo segurou aquela tão almejada posição politica. Vemos muitas vezes o Ocidente (e africanos pouco informados) a tecer críticas à imagem de Robert Mugabe, esquecendo intencionalmente ou por força da ignorância que existe uma dezena de lideres africanos que estão no poder a quase meio século.

A séculos, décadas atrás o meu descaramento seria considerado herético ou contra-revolucionário. Omar Bongo teve uma chamada divina, mas democrática para abandonar o poder.

Omar Bongo está no poder a mais de 41 anos e não haviam sinais de que ele iria abandonar o poder tão recentemente. Se o povo não tinha o poder ou vontade de retirar-lhe tão prestigiada pasta então a Natureza, Allah, Deus, Budah, Jah ou o que quer que a sua crença lhe faz acreditar ter poderes de veto o mandou abandonar o poder.

O engraçado é que muitos Gaboneses consideravam Omar Bongo um lider carismático e o queriam no poder. A razão de tamanha admiração centra-se na condição de paz que agracia este país deste que Bongo tomou as redeas, o que os difere de outros países da mesma região com os mesmos recursos petrolíferos.

Omar Bongo tornou-se vice-presidente do Gabão em 1966, nesta a altura sob a presidencia de Leon M’ba, a quem ele substituiu em 1967, após a sua morte.

Bongo presidiu o Gabão de 1967 à 1990 sob um sistema mono-partidário do “Partido Democrático Gabones”. Em 1990 o sistema mono-partidario foi abolido, e Bongo ganhou os 3 pleitos eleitorais que se seguiram em 1993, 1998 e 2005.

Bongo consolidou o poder atraindo membros da oposição com certo peso político e oferecendo-lhes posições politicas em seu governo em troca do seu apoio.

O legado de Bongo centra-se na estabilidade política e civil que caracterizou o país durante o seu governo. Gaboneses são unanimês em considera-lo o pai da paz.

Mas a razão pela qual eu não nutro tamanho respeito por tal legado, vem do facto dele ter sido muito bem pago para o efeito. Muitos outros lideres teriam atingido o mesmo resultado à preço bem mais barato. Aquando da sua morte Bongo figurava entre os presidentes mais ricos do mundo, enquanto a sua população encontra-se entre os povos mais pobres.

O Gabão deveria ser o Kuwait da África Sub-Sahariana, um país prospero e dos mais ricos em África devido as suas reservas de petróleo, mas esse não é o caso.

Bongo foi indiciado por um juiz Francês à responder à uma acusação de desfalque de fundos do estado por ter em contas francesas muito mais dinheiro do que ele ganhou em salários oficiais. Outros lideres como Denis Sassou Ngesso e Eduardo dos Santos também figuram na mesma lista. Mesmo com essas acusações, Bongo continuava a disfrutar de uma vida de lord em detrimento do seu povo. Mesmo com essas acusações a pesarem sobre as suas costas os lideres ocidentais ainda o tratavam com muita estima.

O ocidente critica lideres africanos selectivamente, segundo os beneficios que eles derivam do país. Bongo foi inumeras vezes visto na companhia de presidentes franceses e americanos.

É um caso para questionar se esta não terá sido uma chamada divina.

Sunday, May 31, 2009

Legalizacao da prostituicao?_Legalising prostitution?


A legalizacao da prostituicao eh sem duvida um dos maiores debates correntes em muitas sociedades. Para muitos o debate existente, eh entre as famosas trabalhadoras do sexo e os defensores da moral (maioritariamente religiosos), onde lideres governamentais e lideres dos direitos humanos actuando como mediadores, existem somente pra proteger os direitos do cidadao. Eu, nao acredito que o debate deveria estar centralisado em quem concorda ou discorda, e por isso peco ao caro leitor que perdoe a minha audacia ao dizer: EU DISCORDO COM A LEGALIZACAO DA PROSTITUICAO.


A prostituicao eh um topico muito sensivel pra muitos, como uma mulher comum, uma jovem, uma futura esposa e mae, a imparcialidade das minhas palavras se compromete pela vontade de fazer valer o meu ideal contra todas as mulheres quem arrancam os maridos das outras, que passam doencas como o HIV/SIDA a terceiros, que oferecem o seu corpo a qualquer homem em troca de dinheiro e outros favores. Eh muito triste esta realidade e eh muito dificil nao repudia-la, particularmente, pra quem teve a oportunidade de crescer com pais e irmaos presentes, com comida na mesa, de concluir o ensino superior sem ter de bater diferentes portas. Este eh o meu ponto de vista pessoal, e embora moldado de sentimentos alheios a realidade destas mulheres nao eh completamente baseado em uma inocencia discriminante, mas em factos que pretendo apresentar em minha defesa.


Fala-se em legalizar a prostituicao em Mocambique, fala-se em legalizar a prostituicao na Africa do Sul (onde agora resido, como uma estudante graduada do ensino superior), e portanto, especificamente tendo em conta o mundial de 2010 que se aproxima, usarei o caso da Africa do Sul em defesa dos meus argumentos.


O governo Sul Africano defende a legalizacao da prostituicao para o mundial de 2010, usando em sua defesa o facto da prostituicao ter sido legalizada no mundial decorrido na Alemanha. No seu ponto de vista, a legalizacao da prostituicao, nao so reduzira o numero de violacoes sexuais e a ma fama que a Africa do Sul tem internacionalmente devido a tal, visto que o accesso a mulheres para pratica sexual sera legal, mas tambem, o acto nao sera mais praticado no mercado negro, trazendo mais taxas ao governo, assim facilitando a ajuda a aqueles que nao trabalham. Este ponto de vista desenrola-se de uma forma quase que como se fosse em defesa dos direitos destas mulheres, mas para um bom leitor, meia palavra basta, e a palavra taxa deveria dizer o suficiente.


O meu argumento: Se a intencao eh resolver um problema e nao aproveitar uma oportunidade, porque nao investigar o real problema e ao indentificar a verdadeira causa fazer esforcos para a eliminacao de base. A Africa do Sul eh um dos Paises com maior indice de infectados de SIDA, com maior propagacao, para alem do alto nivel de violacoes sexuais e agora sexo de troca (nos dias de hoje muito praticado nas Universidades, onde pais de familia e empresarios praticam sexo com jovens em troca de comida, roupa e diversos). Se o estado estivesse realmente preocupado com estas mulheres que se entregam a prostituicao, o mundial nao seria o seu maior motivador, e tao pouco a sua maior preocupacao seria como lucrar desta oportunidade. O governo deveria pensar o que leva estas mulheres a se entregarem a tal vida, porque existem tantas criancas e jovens vendidas a prostituicao ate pelos proprios pais. Ao enves de puni-las, prende-las, o governo poderia estudar maneiras de inseri-las melhor na sociedade, arranjando opcoes alternativas. Legalizar a prostituicao nao ajudara estas mulheres a serem mais aceitas pelas outras mulheres e nem pelas suas familias como decentes trabalhadoras. Eu poderia continuar a escrever em defesa do meu argumento, com ideias religiosos (porque eu sou religiosa), pontos de vista de lideres de diferentes partidos, governos e religioes que se opoe a legalizacao da prostituicao, mas o facto mantem-se, este nao eh um caso de quem concorda ou discorda, mas sim do que se pode fazer pra evitar e o que se pode fazer para melhorar a vida destas mulheres, e todos nos juntos podemos exigir que elas sejam tratadas como seres humanos sem que para isso a prostituicao seja legalizada.


Juscelina Guirengane

Monday, May 18, 2009

Porquê Obama escolheu o Ghana?


O mundo foi apanhado de surpresa pela escolha do Ghana como única nação a ser visitada pelo presidente americano Barack Obama na sua próxima digressão pelo mundo.

Eu acredito que a passividade registrada nas eleições decorridas este ano e também as exemplares reformas governativas implementadas no país foram chaves na escolha. Lembrar que o Ghana foi pioneiro nas independencias Africanas e agora posiciona-se como pioneiro em governação transparente em África.

A reputação do Kenya foi manchada pela violência eleitoral do ano passado e pelos conflictos registrados pelo governo de unidade nacional no poder.

O “All Africa” aborda o mesmo assunto “… Varios jornais de Washington a Pretoria indagam sobre a razão da preferência do Ghana em relação ao Kenya, o País de origem do seu pai …”.

Democratic pluralism in Mozambique and my Mozambicanism


It has been a while since I last posted in this blog, and spit through the keyboard my latest thoughts with regards to the development of our beloved Nation, so I come back with a topic that is both current and interesting, the electoral process that will take place this year.
Going forth I have decided to post both in English and Portuguese, in order to broaden the number of people who can get feed from my discourse.
A number of blogs and news agencies have already expressed their preferences for this or that political party, and their respective electoral manifestos and/or political and social visions. I shall not be the last in line, hence I will shout out loud enough that I am a sympathiser and member of the multiparty party. I am of the opinion that a multiparty system in the election and consequently in parliament (God willing) can bring positive consequences for the country in the long run.
As our parliament (commonly known as noisy kindergarden) matures with time and hardwork, we can hope for, in the near future/or not, the generation of legislation that tackles and responds to the real needs of the electorate. However in order to materialise that we have to cry out aloud, “the parliament is a servant of the people and not the contrary.
In a number of times independent voters and/or pro-multiparty individuals are considered to stand against this or that party. How can such absurd statement mirror the reality? Can the antonym be in the same dimension with the reflection? If one is a pro-multiparty system individual, can he/she be against parties?!!! I am politically neutral, and open to electoral dating games. My vote is not a given, if one wants it, he/she will have to strive to gain it through real, positive and pro-development electoral promises.
I am pro-choice and believe that Frelimo can offer poverty-fighting solutions that Renamo, the MDM and IPADE don’t, and vice-versa. I believe that unity creates synergies and that political extremism and inflexibility is not positive for the country. Hence political parties and individuals should be willing to listen to people that don’t always agree with them, if they are to squash the nightmares that affect Mozambique. Political parties have to cease playing political games as if they were standing at the edge of enemy lines, and instead take a preponderant role of political adversaries willing to show their abilities by generating policies that deliver on the needs of the electorate and also willing to work together for the benefit of the country towards the irreversible development of the Mozambique.
It is my understanding that so far four (4) political parties have indicated that they will be part to the next general election, namely Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), Instituto para a Paz e Democracia (IPADE), Movimento Democrático de Moçambique (MDM) and Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO). I hope that other parties join this national race and spread the political power, so that the parliament becomes a broad-based representation of the will and needs of the people and not based on mere political or economic theory.

O pluralismo partidario em Moçambique e o meu Moçambicanismo


Depóis de algum tempo sem desdobrar-me por estas linhas tecládicas e patentear o meu sentimento no concernente ao desenvolvimento da nossa Nação, volto para tocar num tema que é corrente e interessante, as eleições previstas para este ano.

Varios blogues e agências noticiosas já começam a identificar-se com este ou aquele partido político, e com os seus respectivos manifestos eleitorais e/ou visões políticas e sociais. Eu não perderei tempo e portanto digo de voz alta que sou do partido do multipartidarismo.

Acredito que o multipartidarismo nas eleições e consequentemente (Deus queira) no parlamento irá beneficiar a Moçambique imensamente, a longo prazo.

A nossa escolinha do barulho vai amadurecendo com tempo e cravo, podemos esperar num futuro breve/ou não, que os membros do parlamento produzam legislação que responda as necessidades do eleitorado, mas para tal temos que fazer a nossa voz soar bem alto gritando, “o parlamento é servidor do povo e não o contrário”.

Muitas vezes eleitores independentes/ e ou pro-multipartidarismo são acusados por este e/ou aquele partido ou partidario de posicionarem-se contra este e aquele partido, mas como pode tamanho absurdo repercutir o real? O antónimo ser na mesma dimensão o reflexo? Se és pro-multipartidarismo, és contra o partidarismo?!!! Eu sou neutro partidariamente, e aberto aos namorismos eleitorais. O meu voto não está garantido, quem o quiser terá que o ganhar, com promessas reais, positivas e pro-desenvolvimento.

Eu sou pro-escolha e acredito que a Frelimo oferece soluções que a Renamo, o MDM e o IPADE não oferecem, e vice-versa. Acredito que a união faz a força e portanto extremismo político/ inflexibilidade política não beneficia o País. Uma abertura a opiniões contrárias abre portas para uma imensidão de soluções. Temos que aprender a ouvir aos nossos adversarios. Então os partidos políticos tem que deixar de jogar o papel de inimigos e começar a tomar um papel preponderante, o de adversários políticos dispostos a ilustrar a sua capacidade de geração de politicas beneficiárias ao eleitorado, e dispostos a trabalhar em comunhão rumo ao desenvolvimento irreversível de Moçambique.

Acredito que até aqui quatro (4) partidos politicos tenham manifestado intenção de concorrer no próximo pleito eleitoral, nomeadamente a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), o Instituto para a Paz e Democracia (IPADE), o Movimento Democrático de Moçambique (MDM) e a Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO). Espero que outros partidos entrem para a corrida nacional e dispersem o poder politico, de modo a que o parlamento reflicta opiniões diversas baseadas na realidade nacional e não em teórias políticas e/ou económicas.

Espero que as nossas eleições sejam caracterizadas por alegria, paz, transparência e Moçambicanidade, tal como pleitos semelhantes ocorridos no Ghana e África do Sul.


Monday, March 23, 2009

FRELIMO

Quando Deus fez o mundo, para que os homens prosperassem decidiu dar-lhes apenas duas virtudes. Assim:

- Aos Suíços os fez estudiosos e respeitadores da lei.
- Aos Ingleses, organizados e pontuais.
- Aos argentinos, chatos e arrogantes.
- Aos Japoneses, trabalhadores e disciplinados.
- Aos Italianos, alegres e românticos.
- Aos Franceses, cultos e finos.
- Aos Moçambicanos, inteligentes, honestos e Frelimistas.

O anjo anotou, mas logo em seguida, cheio de humildade e de medo, indagou:

- Senhor, a todos os povos do mundo foram dadas duas virtudes, porém, aos Moçambicanos foram dadas três! Isto não os fará soberbos em relação aos outros povos da terra?

- Muito bem observado, bom anjo! exclamou o Senhor.- Isto é verdade!- Façamos então uma correcção! De agora em diante, os Moçambicanos, povo do meu coração, manterão estas três virtudes, mas nenhum deles poderá utilizar mais de duas simultaneamente, como os outros povos!

- Assim, o que for Frelimista e honesto, não pode ser inteligente. O que for Frelimista e inteligente, não pode ser honesto. E o que for inteligente e honesto, não pode ser Frelimista .

Esta é interessante ... pode ser usada para qualquer partido ... MDM, Renamo, PIMO ou whatever ... eu estou sem cores partidarias, mas people vamos votar

Thursday, March 12, 2009

Linguas Africanas e o Ser Africano (Adenda 1)



Entrei no outro dia, numa dialectica com uma amiga sobre a importância das linguas africanas na definição de quem somos e como nos comportamos. Isto porque, na África do Sul, onde correntemente resido, aos individuos de raça africana/negra que não falam as linguas nativas é dado o titulo de coconuts (Cocos), numa metáfora alusiva alusiva ao seu comportamento identico aos caucasianos.

Será que eu deixo de ser negro, preto, africano só porque não falo a minha lingua materna? Será que sou menos ou mais por causa disso?


A conversa tambem assenta-se no facto de Moçambique ter elegido o Português como lingua franca e oficial ao invêz de uma das linguas locais. Será que nós nos dissociamos do que é nosso, aonde está o orgulho Africano? Porquê não damos valor a lingua de Ngungunhane mas a de Camões? Se a Tanzania, Kenya, Uganda tem o Swahili como lingua franca e oficial, a Africa do Sul as 10 linguas locais como oficiais, porquê em Moçambique nós não somos ensinados na nossa lingua?

Aqui vai o papo, Adenda 1:


Eu


There are about 43 languages spoken in Mozambique, how do you impose one of those into your population? And if that is going to create conflicts, do you get one of your neighbours languages? Among languages spoken in Mozambique are Elomwe, Cisena, Echuwabo, Swahili, Bitonga, Njau, Shona, Xitswa, Ronga, Makonde, Ndau


Portuguese is the official language in 10 countries: Angola, Brasil, Cabo Verde, Timor Leste, Guiné Bissau, Guiné Equatorial, Macau (not a country anymore - but it is an official language), Moçambique, Portugal and São Tomé e Príncipe. They also speak portuguese in Goa (Southern India).
That makes it 6 African countries, 1 Latin American country, 1 Western-European country, 1 South-East Asian country, 1 Central Asian region, 1 Southern Asian region.


Swahili is the official language in 3 African countries: Kenya, Tanzania and Uganda. That makes it 3 African countries …
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I like African languages and value them dearly, however we must admit that they don't open you doors of possibilities in this global world. We must also be aware that 35% of the Swahili's vocabulary derives from Arabic (the language), hence it's not a 100% African.


We can value what's our while avoiding internal conflicts. Mozambique noticed that a way to avoid conflicts was not to deem any existent ethnic group more important than the others, and not to deem any national citizen different to the others. The way to unite the country was to bring an externality, something that no national citizen could claim ownership of and at the same time we created a country, a nation more united than a solid rock, impenetrable even by water.


A lot of Mozambican citizens by the time of independence already spoke Portuguese, it is a simple medium of communication, it doesn't alienate national pride and it unites us to the world, it facilitates communication with the Latin world.


There is a fallacy in the African world that if you are truly nationalist you should dump whatever customs have western provenience … but true African nationalism is to value the great things we have and using the positive things that the West has to offer to our own advantage and at our own discretion.
Again I'm an avid supporter of African languages and believe that they can and should be revived … but like we agreed the other day justice should never take precedence over peace … truth is that we as Africans have been indoctrinated with a divide and rule mentality, hence we will value more the western rather than the fellow brother's culture. Had the Government imposed a Southern language the Central and Northern population would have complained and claimed that the South is trying to impose a new colonial regime, had it been a Northern language, a similar scenario would have prevailed. Claims of minorities taking over majorities, and etc, like it happened elsewhere in Africa. Hence we had to transmit some sense of neutrality and let the country ride peacefully, I mean create a nation.
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According to Answers, there are about 43 languages spoken in Mozambique. How do you impose one of those into your population? And if that is going to create conflicts, do you get one of your neighbours languages?
To give you some background, in 1997, our languages were (note there is some overlapping in this): Emakhuwa 26.1%, Xichangana 11.3%, Portuguese 8.8% (official; spoken by 27% of population as a second language), Elomwe 7.6%, Cisena 6.8%, Echuwabo 5.8%, other Mozambican languages (Swahili, Bitonga, Njau, Shona, Xitswa, ronga, makonde, ndau, etc) 32%, other foreign languages 0.3%, unspecified 1.3% (1997 census) … today the stats are way different.


A more recent note from Wikipedia: Mozambique is a multilingual country. A number of Bantu languages are indigenous to Mozambique. Portuguese, inherited from the colonial period, is the official language, and Mozambique is a full member of the Community of Portuguese Language Countries. Ethnologue lists 43 languages spoken in the country
According to INE - Mozambique's National Institute for Statistics -,Portuguese is the most widely spoken language in Mozambique: 39.6% of the national population and 72.4% of people living in urban areas are fluent in the language. Other widely spoken languages include Swahili, Makhuwa, Sena, Ndau, and Shangaan (Tsonga). Other indigenous languages of Mozambique include Lomwe, Makonde, Chopi, Chuwabu, Ronga, Zulu, and Tswa.
Small communities of Arabs, Chinese, and Indians speak their own languages (Indians from Portuguese India speak any of the Portuguese Creoles of their origin) aside from Portuguese as their second language. Most educated Mozambicans speak English, which is used in schools and business as second or third language

Tuesday, February 24, 2009

Joseph Koney - Um lobo disfarçado de carneiro


Ainda existe um monte de vilões espalhados pela África mas Joseph Kony merece atenção especial.



Joseph Kony nascido em 1962 no Uganda, numa decada em que África começava a sentir o vento da liberdade, tem privado muitos dos seus irmãos desta benção que Deus tardiamente deu ao seu povo.

Kony é o lider da organização guerrilheira LRA ou Lord Resistance Army (Resistência Militar do Senhor – Exército Resistente de Deus) que veêm perpetrando crimes brutais nas matas e aldeias da região norte do Uganda.

Muitos grupos rebeldes em África lutam/lutaram pela democracia, por teorias economico-politicas, por diferenças religiosas e contra a descriminação e eliminação de grupos minoritarios.

A LRA luta para impôr um Estado teocrático no Uganda, um Estado gerido pela direção divina, por leis biblicas e pelos dez mandamentos de Deus.

A principio tal ideia pode parecer das mais puras e divinas para quem não conhece a Kony e para quem não entende que a interpretação da Biblia é ambígua.

Kony não chegou a completar a sua educação primária e com vinte e seis anos envolveu-se na luta pelo poder. Ele criou o Santo Exército Unido de Salvação (United Holy Salvation Army –UHSA) e fez crescer o seu exército através do recrutamento de crianças.

Em 1992, ele mudou o nome do exército para Exército Cristão Democrático Unido, e no mesmo ano raptaram e violaram sexualmente 44 moças de escolas cristãs femininas, nomeadamente Sacred Heart Secondary e St. Mary's girls schools.

O governo Ugandês de Museveni respondeu com operações militares devastadoras, o que levou com que este grupo (reduzido em números) retaliasse contra civis e colaboradores governamentais como punição. No mesmo periodo, o grupo de Kony mudou o seu nome para Lord resistance Army (Resistência Militar do Senhor – Exército Resistente de Deus).

Coloca-se em cerca de 60,000 o número de pessoas raptadas por este movimento militar.

Joseph Kony e os seus colaboradores directos tem um mandato de prisão internacional pelo Tribunal Criminal Internacional (ICC).

Quem no seu bom senso pode matar os seus irmãos em nome de Deus? Como é que se pode criar um Estado guiado por leis biblicas se ninguém a entende perfeitamente? Porquê impôr um Estado teocrático, se esse for o desejo de Deus ele o irá instituir democraticamente.

Monday, February 23, 2009

Eu vivo num Moçambique que se faz acreditar pobre




Isto pode parecer uma repetição daquilo que a nossa querida Graça Machel disse - “Não somos nem nunca fomos um país pobre, somos sim um país empobrecido”.

Mas pretendo defender uma outra visão - nós não somos nem nunca fomos um país pobre, fazem-nos acreditar que somos.

Mesmo com muitos recursos naturais, uma imensidão de terra arrável com desejo de ser cultivada e uma capacidade intelectual dinamica, África e Moçambique acreditam-se pobres. Esta é a ingenuidade de um continente hipnotizado pela comparação com o Ocidente.

Saia de carro, conduza até uma vila e te aperceberás que aquele agricultor de subsistência já atingiu tudo que tu almejas atingir até sua aposentadoria. Com uma bicicleta, comida na mesa, amor familiar, o pôr do sol e a natureza ao seu redor. O que mais nós precisamos?!!!

Então, chega um individuo citadino e tenta convencer-lhe que ele é pobre, porquê? Porque não tem um laptop, uma mega-geleira LG, nunca subiu um elevador, os seus filhos não tem playstation 3 e nunca provaram de um bom milkshake. Porque o país nem tem um grande shopping mall para ajudar a combater a “pobresa absoluta” que a assola, porque os cidadãos não vestem-se com roupas de moda commo Gucci e as outras que o MC Roger nos exibi. Porque nós não conduzimos Range Rovers e Ferraris, enfim porque somos pobres.

Foi esta ideia que o Ocidente e o Oriente nos vendeu - enquanto vocês não comprarem do que é nosso, não tornarem-se consumistas, vocês condenam-se a pobreza absoluta.

A nossa pobreza é por comparação a items que nada adicionam a vida humana, até porque causam complicações a raça humana e ao universo - tal como o aquecimento global, cancro, colesterol, etc, etc.

A felicidade e riqueza são individuais, e não devem ser por comparação. Trabalhamos toda vida para atingir a riquesa com que nascemos. Não nos apercebemos que temos tudo que precisamos, então porque somos pobres?

A crise de mendicidade que assola as capitais provinciais Moçambicanas assenta-se nesta teoria, os meninos de rua foram convencidos por alguém que eles eram pobres e que em Maputo, Beira ou Nampula estava a solução divina, quase que profetizando um el-dorado Moçambicano. Estes miudos que não eram pobres arriscam-se as ruas, mendigam por uma vida fácil, mas uma vida pobre e humilhante.

Nós fomos endoctrinados a pensar que a vida nas cidades é fácil e ideal, moderna e recompensadora mas a verdade é que como consequência disso transformamo-nos de uma nação produtora em uma nação consumista.

Vamos juntos tirar proveito das muitas riquesas com que Deus e a natureza nos abençoaram. Vamos pensar em maneiras de consolidar os beneficios da vida citadina e de uma vida natural RICA.

Friday, February 20, 2009

Hugo Chavez o ditador?!!!


Tenho lido muitas criticas à Hugo Chavez em muitos blogs e outros centros informativos espalhados neste globo cibernéutico.

O meu entender é que Hugo Chavez é um lider do povo, sempre foi votado pelo povo e nunca em sua história governativa alguém ousou duvidar da legitimidade da sua eleição.

Os Estados Unidos, seu maior inimigo regional, e demais partidos da oposição na Venezuela sempre foram unanimes em concordar que ele nunca cometeu fraude eleitoral para manter-se no poder.

Mesmo os demais referendos que tiveram lugar no País para eliminar os limites de termos presidenciais receberam comendações internacionais (incluindo dos EUA) por serem livres e justas.

Note-se que este lider, também, nunca intencionou impôr-se como presidente, uma vez que os referendos não eliminaram a necessidade de eleição do presidente.

Ele é um lider social democrata e desde que chegou ao poder melhorou as condições de vida da classe pobre, aquilo que eu sonho para Moçambique. Um lider das massas, demagogo por vezes, mas ele fez muito mais em pouco tempo do que todos os seus predecessores tinham feito em muitos anos.

Para mim Chavez não está na classe de ditadores como Pinochet, Mobutu Se Se Seko e Muammar al Qaddafi ... ele está na classe de lideres classícos e das massas como Samora Machel, Patrice Lumumba e Chez Guevara

Dem a Cesar o que é de Cesar ... vamos dar-lhe mérito pelas muitas conquistas sociais atingidas em pouco tempo.

Thursday, February 19, 2009

Quem é o actual presidente da União Africana?


Minha intenção era debruçar-me sobre a União Africana (UA), ou agora Autoridade Africana (AA), os seus objectivos e feitos para o desenvolvimento de África. Mas nada posso afirmar categoricamente porque como disse Sócrates a milhares de anos atrás, “só sei que nada sei”.

Não pretendo, aqui, afirmar que a AA nada fez na sua curta existência, póis tenho lido na imprensa notícias sobre diversas intervenções militares. Nestes aventuras soldadéicas, ajudamos a muitos irmãos nossos que vivem em nações ainda assoladas por guerras civis a escaparem a balas perdidas.

Mas eu só já ouvi falar destas acções que representam fluxos negativos de capitais (despêndio de capitais), o resto não é divulgado, se é que acontece. Os nossos Governos, representantes e serventes do povo nos mantém em branco em relação as metas e conquistas da Autoridade Africana.

Então não falarei da Autoridade Africana até sentir-me com autoridade africana suficiente para falar desta organização.

Irei falar de Muammar Abu Minyar al-Gaddafi (Qaddafi, Kaddafi), um lider africano com cobertura mediática suficiente.

Qaddafi, personalidade Africana controversa, é o actual lider da Libia e aparentemente o actual Rei dos Reis Africanos (piada, lol, não é meu rei, alias, eu não tenho rei).

Qaddafi não intitula-se presidente e não detem nenhuma função pública deste 1979, mas governa o País como lider inquestionável e com honras de “Guia da grande revolução Libia”.

Nascido a 7 de Junho de 1942 na região desértica de Sirte, Libia, ele é formado em Direito pela Universidade da Libia.

Ele mais tarde alistou-se no exército e esteve em cursos de aperfeiçoamento militar na Grã-Bretanha. Mais tarde com um grupo colegas da academia militar, ele conduziu um golpe de estado contra a monarquia pro-ocidental, em 1969.

Ele e seus pares aboliram a monarquia e instauraram a República Árabe.

Na altura Qaddafi era um simples capitão, na nomenclatura militar, e após o golpe de Estado não auto-promoveu-se para a patência de General. Porem, aceitou a promoção para a patência de Coronel, e hoje é conhecido como Coronel Qaddafi.

Após a tomada do poder, Qaddafi impós um sistema de nacionalismo Árabe, e a espelho do que aconteceu em Moçambique, o povo foi dado como o governador do País.

Todas grandes empresas foram nacionalizadas e o alcool banido.

A Libia transformou-se de República à "jamahiriya" (Governo das massas) em 1977. Qaddafi abandonou todas as suas funções governamentais passando o poder a conselhos comunitários.

Criticos, porém, afirmam que o poder ainda continua nas mãos de Qaddafi e seus pares, e que a Libia é governada de forma dictatorial.

Após ter advogado um estado Pan-Árabe sem sucesso, Qaddafi agora luta por uma África unida. Mas tal como Mugabe não soube fazer a redistribuição da terra no Zimbabwe, Qaddafi não sabe promover a ideia de uma África Unida. Ele vem sempre com ideias extremistas, suportando uma liderança não democrática.

Wednesday, February 18, 2009

Português Moçambicano

* Em Moçambique nao tem policia, tem Bufo, ou Cinzentinho (patência inferior)
* Moçambicano não é mais velho, velho, é kota, Moçambicano não tem vendedor ambulante, tem vendedor da loja inclina
* Moçambicano que tem dinheiro, tem mola, ou manda
* Em Moçambique não há milhares em dinheiro, tem contos
* Moçambicano nao é cidadão, é um moço ou uma moça, gajo ou gaja, tipo ou tipa
* Moçambicano não apanha Autocarro, mas sobe machibombo
* Moçambicano não tem transportadores semi-colectivos (mini-bus), tem chapa (100)
* Moçambicano não vai ao serviço, vai ao job
* Moçambicano não curte, tchila
* Moçambicano não faz amor, matafina, bate, come, transa
* Moçambicano não peida, bufa
* Moçambicano não conquista mulher alheia, dá cabeçada
* Moçambicano não tem ressaca , tem babalaza
* Moçambicano não tem mulher bonita, tem fofas, tem dama
* Moçambicano não tem namorada, tem uma pita, uma dama
* Moçambicano não fica pobre, fica com os bolsos furados
* Moçambicano não olha, mira
* Moçambicano não tem traje de gala, tem grife
* Moçambicana não tem rabo, tem bunda, traseiro
* Moçambicano não passa a perna, apunhala pelas costas
* Moçambicano não conquista mulher, saca dama
* Moçambicano nao estuda, marra
* Moçambicano não toma o pequeno almoço, matabicha
* Moçambicano não faz xixi, mija
* Moçambicano não tem amigo, tem brada, mano
* Moçambicano não é mais velho, é mano
* Moçambicano não é mais novo, é puto
* Moçambicano não faz musculação, Djima ou bangalala
* Moçambicano não reprova, chumba

Kanimambo para todos Moços e Moças ... que aqui “ta-se bem” ... enviem-me outras

Thursday, February 12, 2009

Deviz não retrogradou



Parece que teremos as primeiras eleições de verdade no País da Marrabenta, e parece que desta vez na final deste fama show não só irão m’arrembentar o pai da democracia e os libertadores da patria mas também o filho do pastor. Vamos ver quem dança melhor. Uma coisa esta guarantida seja lá quem for a ganhar a democracia será salvaguardada e amadurecida na Pérola do Indico.

Segundo o jornal “O País”, o porta-voz do planeado movimento, Geraldo Carvalho, guarantiu que “... já não há recuo. Vai mesmo haver um movimento para concorrer às próximas eleições provinciais e gerais”.

Até aqui, segundo o mesmo, foram obtidas 292.969 assinatura no total de todas as províncias.

Que a Chuva não impeça o curso normal da vida


Esta é uma boa lição de vida para os Moçambicanos

Encontrei a cota na discoteca


Fui a uma discoteca semana passada com duas amigas. A discoteca, de nome Moloko, está situada em Rosebank, na cidade de Johanesburgo. É uma discoteca fina, digo perfeita para o novo tipo de descriminação que paira em África nos dias que correm, a segregação financeira. É frequente la encontrar executivos, a maioria sendo a nova elite de raça nativa africana, recentemente promovida para fechar o coeficiente “racial de gini”, digo a diferença entre os nativos africanos e os caucasianos ... vocês entendem substituir uma elite com a outra, mas todos os outros la embaixo continuam na mesma (a assunção aqui é que todo caucasiano de classe alta é tirano mas o africano nativo rico não o é, irónico!!!)

Mas não é raça que pretendo abordar, mas sim género.

Não sou sociologo, como o professor Carlos Serra e demais colegas e conterrâneos nestas paradas internáuticas, e portanto não tentarei tecer conclusões cientificas do que vi e julguei. Mas sou observador atento (olhem há um observador atento “de nome” neste blog, não sou eu) e portanto descreverei o que vi, descobri, e que como cidadão comum conclui.

Era um dia (noite) especial, uma festa (noite) promovidada por uma televisão regional, a Channel O, e financiada pela Chivaz Regal um whisky de renome.

A discoteca estava abarrotada de gente, mas dois grupos alvos não me escaparam a atenção:
- A discoteca estava cheia de individuos provenientes da África Ocidental e Central, individuos estes de espessura corporal inflacionada relativo aos da África Austral e também distinguíveis pela acentuada tonalidade de sua pele (olha que esta na moda cá entre os homens), todos bem vestidos (jovial, casual, africano e moderno).

- O segundo grupo que se fazia sentir presente era o das madames, de idade compreendida entre os 39 e 50, todas claramente executivas, certamente com um BMW lá no parque (simbolo de felicidade para uns). Elas vinham ou sozinhas ou em grupo de amigas da mesma faixa etária.

Estas eram mulheres que apesar da sua idade ainda tinham o sangue a correr-lhes pelas veias, e com todo direito, e estavam aqui/lá para curtir a noite. Mas elas pareciam procurar algo mais do que alguns cocktails, uma boa música e a companhia das amigas ou não.

Eu aproximo-me ao bar e faço o meu pedido, e um dos tipos (individuos) certamente nos seus 27 anos aproxima-se da madame ao meu lado no bar e num grito ensurdecedor devido ao volume musical nessas paradas discotécais “Hi, are having a good time?” ... ela “Yes, its a good night, but this place is packed” ... ele “yes, so do you wanna go home with me? I mean, do you have any plans after this …?” …

Ele propõe-a irem para casa juntos, em puros segundos, chegam a um acordo … eu perplexo e pasmo com o que vejo, outras cenas que é ideal não descrever ... continuo com os olhos fixos neles, estouvado, e so volto a cair por terra quando o barman me traz as bebidas que havia solicitado. Com os meus ouvidos ainda la concentrados, ouço-o perguntar que carro ela conduzia, e ela a fazer o pedido de alcool para ambos. O resto é estória, so podemos advinhar.

Quando cheguei a casa, compartilhei esta estória com as minhas amigas e eles mostraram ter notado a presença acentuada de mulheres de certa idade.

Uma delas cuja mãe é solteira questionou o porquê de tal factor, e porquê outras mulheres (i.e. a mãe) não sentiam a necessidade de fazer aquilo, ou por outra porquê estas mulheres não actuavam como a sua mãe.

Nós (sociedade) tendemos a definir certas tarefas e atitudes como sendo mulherais (femininas) e outras como sendo reservadas para os machos.

Eu indago sobre o que está a causar este fluxo de caça aos jovens, e o fluxo de mulheres solteiras de certa idade.

- A emancipação feminina e consequente divorcio (digo empinam o nariz, o marido baza)
- A emancipação feminina e consequente solitudine (digo trabalham tanto que não arranjam tempo para relações, envelhecem, todo homem já casou e só restaram os jovens)
- A emancipação feminina e a adoção dp comportamento tradicional masculino (deixa o marido em casa ou não, e curte um bom tempo, afinal eu posso)
- Ou eu é que andava a dormir, isto já vinha acontencendo a muito tempo, mas a mulher agora tem mais força financeira e social para não mais esconder, afinal os homens também o fazem

Friday, February 6, 2009

Porquê eu não concordo com o implementar da "Integração Regional e Continental"


Os mais pragmaticos já pegaram o titulo em epígrafe e deram uma interpretação intransigente, de caracter austero. "Mas como podes tu não concordar com a integração regional? Mas como pode? Ainda não aprendeste que a partilha é a melhor arma contra o retrocesso?" Mas a esses eu digo, por favor volte a ler o titulo em epígrafe, eu disse que não concordo com a maneira como tal integração estar ser implementada. ALÔ, estas surpreso, a intregração regional já começou, ele já estar a ser implementada, ele afecta a minha, tua, nossas vidas e nós nem estamos informados, e muito menos fomos consultados.

Esta integração regional ainda irá dar muita bronca, porque os governos africanos estão a ignorar a sua população intelectual. Esta não é uma integração participativa, é uma integração impositiva (Imposta e não positiva – lol, inventoriar palavras).

A UEM é dos melhores exemplos dos factores negativos da integração nacional. Muitos intelectuais Moçambicanos estudaram fora do País e eles entendem como o sistema de educação internacional e/ou regional funcionam. Mas mesmo assim são ignorados. Muitos Moçambicanos estudaram na UEM e conhecem muito bem os cantos da casa, e sabem o que pode e o que não pode funcionar no País, e estes tambem não foram/são consultados.

O comunismo em Moçambique falhou porque tentamos impôr teorias euro-orientais em África. Alô, Moçambique não é África do Sul, Botswana e Zimbabwe. Nós temos os nossos positivos e os nossos negativos. Então porquê não envolver a sociedade civil na integração regional.

Conheço muitos estudantes e educandos que não entendem o processo de integração da educação regional – vantagens e desvantagens.

Conheço muitos comerciantes e mukeristas que nunca ouviram falar da integração económica regional, e os que já ouviram não a entendem. Parece que vamos abrir o nosso mercado para o estrangeiro, mas como é que nós também tiramos proveito da economia deles.

Um País que pretende colher frutos de uma integração regional envolve os seus cidadãos no processo, cria condições para que estes tirem vantagem máxima do projecto e não os deixa a sorte.

Integração económica regional envolve a transferência de lucros do Estado para os cidadãos. Aquela taxa de fronteira que nós cobravamos ao cidadão estrangeiro é transferida para o cidadão viajante que já não tem que pagar nada para entrar no País vizinho. Aquela taxa alfandegaria que pagavamos para trazer um produto para dentro do País agora fica nos nossos bolsos. Mas o Fabião, a Ana e o Carlos não estão informados.

A integração académica regional envolve o melhoramento e alinhamento do sistema de educação, mas tal não se faz do dia para noite. Há uma migração curricular lenta e participativa, nem o Euro foi implementado do dia para a noite.

Do mesmo jeito que Moçambique pega um pouco do sistema educativo da região, eles tem que pegar do nosso.
"Que a integração regional seja uma parceria de iguais"

Nos próximos suplementos irei discutir a integração económica que é a minha area forte.

Thursday, February 5, 2009

Daviz Retrogradou



Segundo O País, Daviz Simanago afirma que “É preciso conversar com as pessoas que querem ver a política moçambicana a ir para a frente e contribuir para o desenvolvimento do país. Mas, Daviz Simango, como singular, não tem intensão de formar um partido político”

Daviz decidiu não colocar seu nome no vagão frontal do comboio que “potencialmente” correrá no tão esperado Dakar Moçambique 2009.

Mas isto não vem como surpresa para mim. Foi resultado de muita pressão social a favor e contra, mas ele temeu ser visto como um revolto. A história já julgou o seu apelido por ser revolucionário após a revolução ... chamaram-no contra-revolucionário. A história prevê que após uma revolução tem que se parar e respirar até a implementação da próxima. Ele teme ser apelidado contra-revolucionário se quiser fazer tudo a pressa.

O País não é Beira, tal que todos nós expressamos em silêncio o nosso desejo por opção politica. Ao invêz de dar um voto em branco nas eleições, nós pura e simplesmente ficamos em casa.

Daviz está ciente que não tem carisma nacional e que aqueles que o querem por a frente deste movimento também o sabem. Ele está ciente que ele é o melhor sacrificio para que este movimento ganhe presença significante no parlamento.

Todos estamos cientes que o Chefe de Estado já renovou a sua candidatura e que aparecerão gritos ilusórios de fraude após as eleições. Mas a verdade é que o partido no poder não goza do mesmo comforto, eles podem perder a maioria na assembleia se um partido serio aparecer na praça.

Deviz não quer sacrificar sua carreira politica pois o posto máximo não esta disponível, mas aqueles que o rodeam sabem que eles tem lugares reservados naquela Magna casa cheia de ilustres.

Mas quem sabe ele não recuou, talvez ele esta sendo estratégico. Há uma clara necessidade de investigar o eleitorado antes de uma corrida eleitoral.

Wednesday, February 4, 2009

Obama determina limites de recompensação monetária para para executivos de Bancos que receberam subsidios governamentais


Surpreende-me imenso a ingenuidade existente em Paises do mundo desenvolvido. Ora vejamos, um grupo de executivos avarentos e com ambições desmedidas criam pacotes e produtos financeiros que ligeiramente entendem, entre os quais securitizações e o conceito de mark to market, produtos que dissociam qualquer responsabilidade por parte de que os vende ... estes produtos foram os principais responsáveis pela crise monetária mundial ... após criarem toda esta confusão eles correm em busca de socorro no Estado ... mudaram o mapa politico-económico mundial ... tornaram uma das maiores potências capitalistas do mundo, numa potência semi-socialista.

Mas eles não perdem a sua ambição desmedida e não aprendem com a licção ... é chegado Março, é altura de bonus pelo trabalho feito nos ultimos 12 meses ... e eles pagam-se tal compensação pela grande crise que criaram ao mundo ... ironia

O presidente Obama impos um limite de $500 mil nos bonus a serem pagos a executivos das grandes empresas que receberam subsidio governamental ... vejam o artigo abaixo

President Barack Obama on Wednesday imposed $500,000 caps on senior executive pay for the most distressed financial institutions receiving federal bailout money, saying Americans are upset with "executives being rewarded for failure

A nossa "Democracia" foi por inseminação artificial


imagem da c-r-org (Tiny Rowland e afonso Dlhakama em Agosto de 1992)

Houveram muitos actores no urdir da nossa tão granjeada democracia. Todos, acredito, contribuiram de maneira imensurável, tendo em conta que a paz em qualquer nação não tem preço. Nos ultimos dias, dois dos principais progenitores dessa democracia tem trocado palavras numa retórica paternal irritante.
Na altura, a retórica geral era que tudo o que foi feito durante a Guerra Civil foi sobre a guarda-chuva do nacionalismo e patriotismo, e que tudo o que faziam era por um Moçambique melhor e não com fins materiais. O povo que gosta de descurso demagogo acreditou, sem saber que por detras das cortinas Sant’Egidicas muitos negocios e trocas monetarias ocorreram.
Minha surpresa é enorme quando me é revelado que a nossa democracia foi "comprada", e que afinal ela foi por inseminação artificial. Quando leio que a tão almejada democracia aconteceu depois de tanta negociação – mas não negociou-se a gestação e posterior crescimento da fragil democracia – negociou-se o preço do sémen do auto-proclamado pai da democracia.
Sem dúvidas os dois maiores partidos politicos em Moçambique foram os progenitores da democracia, mas eles não o fizeram de borla. O pior é que após a gestação pegaram na mola e bazaram.
Eles foram/são pais ausentes, eles abandoram o lar a muito tempo e deixaram a democracia crescer a mercé da sua sorte.
Quem é Tiny Rowland e quem é a Lonrho? Como é que eles, movidos pelo materialismo, foram os “principais” actores na busca da democracia em Moçambique?
Se o artigo em anexo for verídico, a Lonrho é uma Multinacional Inglesa com interesses económicos em Moçambique que se via lesada financeiramente devido a guerra em Moçambique. Eles pagavam subornos mensais a Renamo para que esta não sabotasse os seus activos agricolas e industriais no norte do País.
Segundo o mesmo artigo, em Junho de 1982 a Lonrho assinou um acordo secreto com a Renamo em relaçao a um oleoduto na cidade da Beira. O acordo previa que a Renamo receberia $500,000 por mês até data indeterminada, data esta em que as partes informariam a cessacao de pagamento a outra com um mês de antecedência.
O mesmo artigo indica que a Renamo recebeu somas avultadas de outros cordos alcançados. Esses encargos de protecção ficaram caros para a Lonrho de tal modo que a paz em Moçambique passou a ser do interesse do seu interesse.
Segundo o artigo, a Lonrho através do Tiny Rowland (PCA) foi chave no alcance da democracia em Moçambique. Isto parece um conto epopéico que surpreende a todos aqueles que seguem a história oficial. Houveram muitos babanços, trocas monetarias, subornos, namoros para que a nossa democracia fosse alcançada.
Vamos ler um pouco do diferente ... mas atenção ... não acreditemos em tudo
PS: o artigo em anexo muito ligeiramente toca no parido no poder, não acredito ser um sinal de bias e não o retira isenção do autor ... cada um conta aquilo que sabe ... mas não vamos inferir que a Frelimo não comeu parte do bolo

Combatentes da Corrupcao


Tenho sempre condenado a intervencão africana com olhos do ocidente … e em Moçambique agora vemo-la quando julgamos actos "corruptos". Eh tudo feito fora de um contexto histórico. A nossa abordagem ignora quase que intencionalmente a bagagem histórica por detrás das decisões.
O problema da corrupcão em Moçambique não se resolverá apenas através da intimidação criminal, principalmente porque muitos verão este acto intimidatório como simples persiguição politica e/ou estratégia eleitoral.
O combate a corrupção far-se-a na base … temos que prevenir que nosso corruptos sejam formados e ou que os recem formados se engagem na aplicação de seus conhecimentos, i.e. re-introduzindo preceitos basicos do ensinamento africano como a cultura de "partilha". Não é possivel que nós passemos por bairros pobres como Mafalala e Chamanculo, de zonas rurais com tamanha indiferença para o seu sofrimento, para os seus sonhos … só nós podemos fazer a diferença.
Eu entendo que a "corrupcao" em mocambique eh resultado de uma estrategia nacionalista por parte do partido no poder, esta que expandiu-se exponencialmente por todo País e ficou fora de controlo. É assim que temos que olhar para esta epidemia que afecta o País e só assim é que podemos curar esta ferida que afecta-nos a todos.
Muitos morrem de fome dia após dia por causa da impunidade politica, então para um problema politico uma solução politica e não só judicial.
Porque Moçambique pode

Tuesday, January 27, 2009

O pequeno Zacarias


Little Zachary was doing quite badly in math. His parents had tried everything... tutors, mentors, flash cards, Special Learning Centers. In short, everything they could think of to help his math.Finally, in a last ditch effort, they took Zachary down and enrolled him in the local Catholic school. After the first day, little Zachary came home with a very serious look on his face. He didn't even kiss his mother Hello. Instead, he went straight to his room and started studying. Books and papers were spread out all over the room and little Zachary was hard at work.His mother was amazed. She called him down to dinner. To her shock, the minute he was done, he marched back to his room without a word, and in no time, he was back hitting the books as hard as before. This went on for some time, day after day, while the mother tried to understand what made all the differenceFinally, little Zachary brought home his report card. He quietly laid it on the table, went up to his room and hit the books. With great trepidation, his Mom looked at it and to her great surprise Little Zachary got an "A" in math. She could no longer hold her curiosity.She went to his room and said, "Son, what was it? Was it the nuns?" Little Zachary looked at her and shook his head, no. "Well, then," she replied, "Was it the books, the discipline, the structure, the uniforms?"Little Zachary looked at her and said, "On the first day of school when I saw that guy nailed to the plus sign, I knew they weren't fooling around."

Dreams from my father - Os sonhos do meu pai


Como começar este meu, nosso blog. Muitas vezes critico amigos meu por reclamarem a pertença de Barack Obama a África. Vejam as consequências que podem dai advir. Se estendermos os nossos braços a ele teremos que emitir direito de nacionalidade a todo Afro-Americano que sem opção viu seu antepassados transportados pela via da escravatura às plantações Americanas.

Mas este livro iluminou-me sobre a vida deste individuo de raça mista … como ele epode ser tudo e nada ao mesmo tempo … sobre o poder da persistência e o efeito da discriminação racial … o meu pai sempre disse, a gente faz do racismo aquilo que nós queremos … então eu nunca fui afectado pelo racismo. Barack neste livro de mode epopeico descreve a jornada de sua vida tocando momentos sensiveis como a descoberta de diferenças e etnicas … É um livro sobre raça e herança … herança porque ele herdou tão brilhante capacidade analitica de um individuo que muito brevemente conheceu.

Este é um livro a se ler